Madre Marie-Anastasie, nasceu no dia 17 de novembro de 1833, em Compeyre, em uma pequena paróquia da diocese de Rodez, a alguns quilômetros de Millau, na França. Seu pai, Joseph Conduché, um sapateiro e cristão devotado, casou-se com Marie- Jeanne Artières. O casal teve seis filhos, mas somente duas filhas sobreviveram – Alexandrine e Joséphine.

Alexandrine Conduché, a futura Irmã Marie-Anastasie, foi educada em casa, pelos pais, até os quatro anos. Depois foi para a escola de Compeyre e, pouco tempo depois, seus pais a mudaram de escola, levando-a para uma escola na paróquia vizinha em Aguessac.

Era uma menina calma, dedicada e serena que mantinha um comportamento solidário em todos os lugares e situações. Desde pequena, Alexandrine demonstrou grande interesse por conhecer a vida dos santos e passava longas horas lendo a respeito. Aos onze anos, Alexandrine fez a primeira comunhão.

Alguns meses depois, seus pais decidiram tirá-la da escola para ficar em casa. A mãe estava doente e o pai não tinha ainda um trabalho. Esse foi um período difícil de pobreza em que Alexandrine precisou substituir sua mãe nos trabalhos domésticos. A mãe de Alexandrine fazia parte de uma família com vários sacerdotes. Em junho de 1847, Alexandrine mudou-se para Tizac a convite de Padre Artières, seu tio, para morar na paróquia do verde Ségala. Nos primeiros meses, Alexandrine fazia os trabalhos de casa, mas, quando ela completou quatorze anos, ele pediu a ela para abrir uma sala de aula para as crianças da aldeia, pois em Tizac não havia escola.

Padre Artières orientava Alexandrine quanto à sua vocação.  Nesse período, o sacerdote de Bor - o padre Jean-Pierre Gavalda – desenvovlveu um projeto para fundar uma comunidade com moças da região, que ele mesmo formasse de acordo com as necessidades da paróquia. Como ele já tinha uma ajudante, sua sobrinha Virginie Gavalda, que vivia com ele no presbítero de Bor, ele propôs a padre Artière que Alexandrine  e Virginie assumissem a nova fundação. No dia de finados de 1848, Alexandrine foi morar em Bor colocando-se à disposição de padre Gavalda.

Contudo, as duas jovens ainda precisavam de formação, por isso, em 10 de março de 1849, elas foram enviadas para formação na comunidade religiosa das Irmãs de Notre Dame, em Saint Julien d’Empare,  na diocese de Rodez, perto de Capdenac. Em 8 de abril, Alexandrine passou para a turma das postulantes. Dois meses depois, em 14 de junho, ela foi chamada a colocar o hábito religioso e adotou o nome de Irmã Marie-Anastasie, que significa Ressurreição. Após seis meses de formação, por insistência de Padre Gavalda, elas regressaram a Bor em 31 de dezembro de 1849. No dia seguinte, em 01 de janeiro de 1850, com o início das aulas, começou a fundação. Devido ao privilégio da idade, Irmã Saint-Joseph foi nomeada Superiora aos 24 anos; Irmã Marie-Anastasie ficou incumbida da escola, com a idade de 17 anos, além de dar continuidade a seu noviciado sob a direção de padre Gavalda.

Naquele momento, a comunidade era composta pelas duas noviças, Irmã Saint-Joseph e Irmã Marie-Anastasie, e por três aspirantes que esperavam de Padre Caubel a admissão no postulado. Esse momento marca o início da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils que se iniciou pela perseverança de Padre Gavalda, pároco de Bor. A Congregação foi oficializada em 30 de março de 1850, por Jean François Croizier, bispo de Rodez, sul da França, departamento do Aveyron. 

Em virtude das dificuldades para conciliar os estudos com a realidade do trabalho rural, um grupo episcopal veio orientar quanto à situação canônica das novas religiosas: elas receberam o nome de Irmã da Terceira Ordem de Saint-Dominique e, foram confiadas para as orientações sobre o processo de formação da Congregação às Dominicanas de Gramond. Irmã Marie-Anastasie, acompanhada por uma aspirante, passava o mês de novembro com as Irmãs de Gramond, estudando seus costumes, seu espirito e sua regra.

Após uma longa espera, no dia 1° de janeiro de 1851, Padre Caubel autorizou a admissão das aspirantes ao postulado. Em setembro de 1851, Padre Caubel fez uma visita canônica e aprovou as noviças e postulantes com uso de hábito e as duas noviças puderam fazer os votos. Irmã Marie-Anastasie fez os votos no dia 8 de outubro de 1851, festa de Nossa Senhora do Rosário. Ela tinha dezoito anos. Embora jovem, ela foi nomeada Mestra das Noviças e desenvolveu esse trabalho por onze anos.

 

Em 10 de outubro de 1862, Irmã Marie-Anastasie foi designada por suas Irmãs como Priora da Comunidade. No ano seguinte, em 1863, na festa de Nossa Senhora do Rosário, a autoridade eclesiástica veio fazer uma visita e, nesse dia, Irmã Marie-Anastasie e mais oito de suas companheiras fizeram os votos perpétuos.  Estava confirmada a Congregação do Santo Rosário. 

 Irmã Marie-Anastasie trabalhou muito pela fundação do Instituto, ela cuidava do convento em Bor e das outras Irmãs, seguindo rigorosamente as leis gerais da vida religiosa, cultivando a prática do silêncio, da oração, da bondade, da pobreza e da simplicidade.

O trabalho de Irmã Marie-Anastasie foi reconhecido para além do convento de Bor, que se tornou pequeno para acolher o grande número de jovens, atraídas pela vida religiosa e a regularidade demonstrada pelas Irmãs. A reputação das Irmãs era fruto também da competência profissional, que se destacava não só na área educacional, mas também pela abertura social, assistência aos enfermos realizada por meio de visita às famílias.[3]

Irmã Marie-Anastasie visitava as comunidades a pé, constantemente, a fim de garantir os princípios originais da fundação, especialmente a prudência, a bondade, a oração, a regularidade religiosa, as grandes virtudes monásticas, o silêncio, a pobreza, a austeridade, a obediência praticada com amor. Contudo, ela tinha saúde frágil e não pode continuar por muito tempo por motivos de saúde.

Os pedidos de prefeitos, párocos, entre outros, para ampliar as comunidades continuaram se multiplicando. Os superiores religiosos deram a permissão para a fundação de outros conventos nas dioceses de Montauban, de Rodez e de Albi. Em 1875, ocorreu a inserção definitiva da Congregação na Ordem dos Pregadores, fundada por São Domingos de Gusmão.

De 1863 a 1878, Madre Marie-Anastasie abriu 17 novas comunidades escolares. No dia da Páscoa, em 21 de abril de 1878, Madre Marie-Anastasie morreu.

As comunidades continuaram se multiplicando e as fundações aconteceram em outros países limítrofes com a França: Itália, Bélgica, Bulgária, Espanha. Em 1885, um grupo de seis Irmãs da Congregação atravessou o Atlântico, a pedido da Ordem Dominicana, e se implantou na cidade de Uberaba, no Brasil, dando continuidade à obra de Madre Marie-Anastasie em terras brasileiras.  

Para saber mais, acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Madre_Marie-Anastasie